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Projeto promove aulas gratuitas de capoeira

Evento será aos sábados no Parque da Cidade


O Parque da Cidade Dom Nivaldo Monte passa a receber, a partir deste sábado (8), o projeto Capoeira Resgatando Vidas. Como o nome menciona, o projeto tem cunho social e visa trazer crianças, jovens e adultos que necessitem de oportunidade para praticar algum tipo de esporte e ocupar a mente com atividades saudáveis.

O responsável pelo projeto é o professor da arte Evaldo Leôncio de Andrade, que morava em Fortaleza e veio para Natal. As aulas acontecerão todos os sábados, das 7h às 8:30h, com inscrição gratuita. “Quem quiser participar, é só chegar. Pode participar com bermuda ou calça leve e camiseta que depois a gente vai se organizando como puder”, explica o professor. Quem optar por evoluir na arte da capoeira, compra o abadá (vestimenta própria) e a lã para fazer o cordão, necessário para distinguir as graduações.

O projeto aceita crianças a partir dos cinco anos de idade, jovens e adultos que desejarem participar. Além dos exercícios, receberão aulas de berimbau, atabaque e pandeiro. A musicalidade é uma característica que distingue a capoeira da maioria das outras artes marciais, uma vez que os praticantes desta arte marcial brasileira aprendem não apenas a lutar e a jogar, mas também a tocar os instrumentos típicos e a cantar para tornar-se um capoeirista completo. Segundo o professor, é importante saber tudo sobre a cultura para multiplicar o conhecimento e tornar-se um professor na modalidade.

A capoeira é uma expressão cultural brasileira que mistura arte marcial, esporte, cultura popular e música e foi desenvolvida no Brasil por descendentes de escravos africanos e caracterizada por golpes e movimentos ágeis e complexos, utilizando primariamente chutes e rasteiras, além de cabeçadas, joelhadas, cotoveladas, acrobacias em solo ou aéreas.

De acordo com estudiosos, a capoeira surgiu em fins do século XVI, no Quilombo dos Palmares, situado na então Capitania de Pernambuco. Em 2008 o IPHAN registrou a Roda de Capoeira como bem cultural, com base em inventário realizado nos estados da Bahia, de Pernambuco e do Rio de Janeiro, considerados berços desta expressão cultural. E em novembro de 2014, recebeu o título de Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO.

Para o gestor do Parque da Cidade, Carlos da Hora, é muito bom receber esse tipo de evento que beneficia a comunidade no entorno do parque com mais uma opção de ocupação e de lazer. “O Parque é uma Unidade de Proteção e Conservação Ambiental, que tem o foco na educação, seja ambiental ou na formação de cidadãos de bem e nós estamos sempre abertos para receber projetos como esse que só vem colaborar mais ainda com o Parque da Cidade e com a cidade de Natal”, comemora.