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Júnior França conquista vaga no Mundial


Quando o Comitê Paralímpico Brasileiro divulgou a lista de convocados para o Mundial de Para Halterofilismo, o que era expectativa se confirmou. Entre os 11 atletas, um potiguar: Júnior França, atleta da Sadef (Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN). “Estava muito esperançoso, porque venho de bons resultados. Atualmente sou o número 1 e recordista do Brasil e das Américas, 5° no ranking que define as vagas para a  Paralimpíada de Tóquio, e 8° no Mundial”, diz, orgulhoso, o atleta.
O Mundial no Cazaquistão, em julho, vai ser o segundo da curta carreira, que começou há 4 anos. “Posso afirmar que é difícil encontrar atletas que em tão pouco tempo já tenham todo esse destaque”, se surpreende o técnico da Sadef, Carlos Williams, que acompanha Júnior desde o início, e que também foi convocado para o Mundial, pela quarta vez.

 Júnior França é atleta da Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN (SADEF)(Foto/Divulgação/CPB).
Júnior França é atleta da Sociedade Amigos do Deficiente Físico do RN (SADEF)(Foto/Divulgação/CPB).
Júnior é da categoria 49kg, e levanta quase 3 vezes o próprio peso. A meta no Mundial é ultrapassar a marca atual, de 144kg, e consequentemente, ficar mais perto de Tóquio. “Já participei de outros Mundiais o suficiente para aprender que nunca estamos totalmente preparados. Precisamos fazer mais do que já fizemos até aqui”, diz o técnico. “Até julho, vamos aperfeiçoar técnicas, força, para melhor representar não só a Seleção, mas nosso Estado, cidade e clube, a Sadef”, completa Júnior.
O presidente da Associação, Tércio Tinoco, reforça a potência do paradesporto potiguar. “Além de atletas, a Sadef está sempre ‘emprestando’ à seleção o talento e trabalho de profissionais, já que além de Júnior, também teremos um técnico e um médico da Associação – Dr. Rodrigo Braga, na delegação brasileira. Resultado de um trabalho incansável da Sadef nas duas últimas décadas”, comemora o presidente.
Júnior tem artrogripose, uma malformação congênita que lhe tirou os movimentos dos membros inferiores. No primeiro Mundial, ele ficou em 9°, entre 18 atletas. Agora, apesar de não ser o foco principal, subir ao pódio faz parte dos planos. “Temos consciência do grau de dificuldade do Mundial, mas é muito gratificante estar lá, e ainda mais acompanhado pelo meu técnico. Carlos Williams é um dos melhores do Brasil, e está sempre me desafiando. Vamos em frente, missão dada é missão cumprida”, promete Júnior.